Ririam se soubessem que sou eu. O cara com doutorado, com carreira dita consolidada, atraente, simples e honesto.
Mas não se trata desses adjetivos. Trata-se da insegurança. Talvez resgatar esses adjetivos e traduzi-los em uma melhor autoestima fosse a receita.
Agora me vejo sem brilho, bem apagado mesmo. Com aquele velho frio na barriga, a queda no apetite e as visitas ao toalete sempre que o tal frio é mais intenso.
O que quer dizer quando o outro sente vontade de resgatar os amigos de outrora? Quando quer reatar os laços de amizade com ex-namorado na forma de um perdão? Quando a rotina de antes começa a gritar, chamando-o de volta?
Será que ele já se cansou da sua companhia e, mesmo sem notá-lo, já caminha na direção do final do relacionamento?
Exato que sou, gostaria tanto de prever o final e antecipá-lo, até, já que não consigo mudar o curso dessas coisas. Faria hoje mesmo, caso fosse o término. Mas não posso arriscar findar algo que tem sido bom até agora em troca de um horizonte nebuloso.
O que devo fazer, então?
