Wednesday, October 24, 2012

No regrets

I do not regret from braking up. Indeed! 

Our differences would keep growing day by day until this day could come anyway. I don't like going out to nightclubs, you don't like staying home. I don't like those country music you are addicted to, you don't like bossa nova, international music or at least some national rock. I don't care for fashion and you do care for fashion. I do love being myself, you are still in the closet, to list some.

You must agree that it makes much easier if done earlier.
I myself must agree that we had also a very good time together. Our problem was that we concentrated all our attention in the way we got to know each other. That was beautiful, that was a fate or at least it happened by chance. Gay people usually get to know each other in a gay bar, night club or even by the internet, not because someone's aunt introduced one to each other.
I am so determined to move my life on! I have decided not to be alone and I hope from the bottom of my heart that you are fine and you can find someone else.
It is funny how I know myself: I knew in the very first day that our relation wouldn't take very long. Mainly sexually.
Why did I insisted though? Well, I made a bet with myself. I bet I could be wrong. But I wasn't.
That's all, bud. That's all.



Thursday, October 4, 2012

The missing piece

Now you recognize what the time has made to  you. The remaining hair on your head has become white, your skin has become flabby and no one can see youth in your smile. Since very long you've been loosing what was part of  you. In regressions at night on your bed you keep tracing new time-lines as if you hadn't lost that part of you. Would it be any different?
Let me go further: that missing piece was your art, your direction. We know well that it was also  your proud and your shadow and who knows your end. The path you chose molded you into who you are.
You kept running away from mirrors as they insist in telling you about the time. Facing it you remember all those glory days. Together you and your missing piece were everything; away from each other you both became nothing. As  you said, you never thought that you'd loose that bright in your eyes.
You can come back to life, comrade. It is up to you.


Sunday, September 30, 2012

Referência

Perguntaram se você tinha uma referência de relacionamento. Ah, sim, você tem. Afinal, para quem manda um torpedo perguntando como está quando a frustração toma espaço?
Por que sempre acredita nas coisas que começam por acaso?
Por que foca tanto em ir devagar para saborear a descoberta?
Por que tem tanto medo de propostas sérias da noite para o dia?
Por que uma vez por semana ouve aquela música?
Por que procura sempre uma semelhança, por mínima que seja?
Por que não se livrou das comparações?
Por que tem medo do reencontro?

Não aproximou mais as famílias. Seu sexo se tornou apenas performance e ainda deixa a desejar. Falta o pé de touro!
Não foi por acaso que foi pro Mosqueiro, dormiu mal e se apaixonou dias depois?
Não foi devagar que se aproximaram? Não foi assim que cada passo os ligava mais e enchia os dois corações de entusiasmo?
Não foi de você a proposta a jogar contra a parede e, sem dar outras opções, a arrancar-lhe o sim?
Não é aquela a música que fala de como se deu o primeiro beijo de vocês?
Não é a ânsia por um acerto que faz você procurar o igual?

Ah, para o reencontro a resposta não é simples, é? O passado virou um fantasma e assusta você! O tempo passou, meu caro! Sabe que muito provavelmente não vai encontrar a mesma pessoa de outrora. E foi lá que o seu pensamento ficou. É de lá a sua memória! Que inocente: se você próprio mudou, como pode esperar encontrar a mesma pessoa?
Ou teme aquela conversa onde relembram detalhes? Os detalhes sempre foram seus demônios: eles libertariam algo que ficou latente. Ou teme que definam melhor que você o que aconteceu?

Quantos lobos, meu caro! Ficou mais velho e se tornou mole. Agora enxerga ESTE momento como a peça-chave de um tempo que já foi. 

Mas por isso não lhe foge o sono. Apenas escreve mais um texto.



 

Thursday, September 20, 2012

Fases

E volto eu a falar do tempo. Mas agora de um tempo limitado, mais certo e, não obstante, pior. Falo de fases. Dia desses nos pegamos falando de fases. As coisas estão certas porque aconteceu de estarmos em fases que o permitiram.
A minha preocupação é a fase passageira. Eu não tenho cara e tampouco idade para fases passageiras. A alheia é do tipo passageira. Vejo-me submetido ao risco de dar certo. Pode ser que a fase se prolongue, ou que eu esteja enganado e a fase por si só já é definitiva. Mas não o é; ou não a chamaria fase.









Friday, September 14, 2012

Rumo

O fato é que não há nada que não seja uma questão de tempo. Hoje estou mais perdido que nunca. Cansado mentalmente. Estupraram meu cérebro na universidade hoje, estrupei meu cérebro querendo solucionar problemas pessoais e estruprei novamente vacilando numa desatenção. Quero abraçar meu travesseiro macio, fechar os olhos e dormir.
Ando estressado, loucamente estressado. Roubaram meu carro, que apareceu uma semana depois. Não tenho dinheiro para arrumar o que estragaram. A faculdade está usando toda minha capacidade mental. Minhas vizinhas andam insuportáveis. Tive uma única ereção durante toda a semana: não tenho pensado mais em sexo! Até minha velha amiga punheta me abandonou.
Entrei num relacionamento perigoso. Minha saúde vai de mal a pior, e mais: dependo do SUS.  SUS devia significar Serviço Último para Saúde porque só ligam para o problema quando o indivíduo está morrendo. Não obstante este ainda morre!

O que há de errado? Estou fatigado. O lugar, as pessoas, eu mesmo! Não suporto nada! Eu repito erros que imaginava ter superado. E agora eu os cometo em atacado: um atrás do outro. De graça construo um mundo de desespero para poupar as pessoas. Não corto as infantilidades nem as expectativas exageradas. Pelo contrário: torno-me mole e alimento-as todas.

Personalidade, mon cheri! Ela não muda! Há que policiar forte ou ela o dominará! Sem esperanças porque elas não mudam! Seus desejos são os mesmos. Suas amizades são as mesmas. São raízes! Já viu árvores andando por aí, animal?

Não aprendeu a lidar com a beleza ainda, né? Calma! Você não vai aprender nunca. Sua auto-estima é uma sacola de supermercado e só fica bem com um plástico ainda pior. Está sem rumo!


Friday, September 7, 2012

Medo

Hoje tive um medo forte. Ainda tremo. Sutilmente mas tremo. Medo do envolvimento das outras pessoas, do desgaste coletivo, da dose de esperança e a ansiedade da espera. Medo de que uma voz lá dentro ria de mim e esteja certa de que sairá um dia e não ira embora sem me levar quase tudo.
Hoje senti falta de uma contra-voz, de mãe, que me dissesse: "Deixa de ser bobo, preocupa não, menino!". Elas não sabem a dose de calmante que tem nestas frases. Ao que está sozinho resta a sua própria voz, o seu próprio pensamento viciado que sempre dá uma rasteira, derrubando você para o nível da aflição.
Algo maligno me espera. Há uma semana esta é a minha sensação. Tempos ruins vêm ao meu encontro. Preciso ser forte.


Sunday, September 2, 2012

Paranóia

Algumas sensações me rodearam hoje, o dia todo. Eu me percebi bastante covarde com algo que sempre me julguei forte: a morte. Meu gene egoísta (aquele do Richard Dawkins) diz que é necessário viver.
Hoje também, depois de muito tempo, admiriei a religiosidade das pessoas. Tentar dialogar com algo divino traz paz a mente, que os religiosos tendem a chamar de alma. Quando algumas pessoas pedem alguma coisa numa oração ou reza elas expressam um desejo e isso é belo. Não me importo com à quem o desejo se dirige, mas sim com o desejo em si. Este sim é belo.
Quando refleti e mais tarde busquei outros conhecimentos eu não pude fazer outra coisa senão romper com a religiosidade cristã. Esta se tornou vazia, cheia de dogmas. Enfim, fraca. Nunca mais vou conseguir retornar. Eu não queria isto, sinceramente. 
Percebo sim que quando a abandonei  eu me tornei mais compreensivo com as pessoas. Deixei de classificá-las em "petencentes" e "não-pertencentes¨ ao meu grupo religioso. Isto significava classificá-las em "boas" ou "más" ou mesmo em "dignas" ou "não-dignas" de bondade. Vejo como progresso, isso tudo. Por um outro lado eu deixei de ser acolhido em um grupo. Esta perda é relevante.

Às vezes me vem a sensação de que morrerei antes da hora (antes de envelhecer). Moro só e de repente posso ter um troço que não vai nem me dar tempo de dar tchau. Um glioblastoma, um câncer intestinal já avançado, ou uma doença séria que me mate antes que descubram. Não quero ficar paranóico com isso.


Wednesday, August 29, 2012

Quarta-feira

É. E por outro lado esta quarta-feira me tirou os olhos e a língua. Um tanto triste porque furtaram o meu carro. Era um velho corsa weagon, mas era tão meu! E a quarta veio depois de uma terça tão maravilhosa! Teve mesmo o destino que balancear as coisas?
Mas o que mais me aperreia está além da matéria. Depois de um ano travado, sinto que não sei mais sobre a dança do acasalamento, ou da sedução.
Sinto-me mole e antiquado. Rolou uma paquera que eu poderia até julgar natural. Uma tia de alguém houve de me ajeitar um lado. Cheia de boas intenções ela e felizmente pude comprová-lo eu mesmo. E agora olho o celular freneticamente para ver se um torpedo do dito cujo chegou. Depois de celebrar um torpedo novo vem a luta para escolher as palavras certas. Ah, sim! Porque se eu escrever exatamente como eu me sinto eu vou espantar a pessoa para bem longe. Take it easy, take it easy!
E é sempre a mesma coisa, não suporto mais. Um primeiro dia de empolgação e depois as vozes se tornam murchas e vão ficando mais murchas até entendermos no ar que ficar não funciona mais.
O amor que procuro não é o de Afrodite.


Saturday, August 11, 2012

E entões

E então eu reviso todas as palavras. E as frases inteiras também para não parecer nada demais: nada sutil demais, nada normal demais, nada exagerado. 
E então fico olhando o celular para ver se sua próxima mensagem vai me dar uma abertura para eu fazer parte do seu mundo.
E ver você jogando vôlei me remeteu automaticamente para novembro de 2009. Lembro do sorvete. Daquele conhecido meu que ficava falando. Da vontade de ver você no outro dia. E no outro dia ver de novo. 
Daí um frio daqueles de montanha russa desce do pescoço ao umbigo e meus pensamentos todos se colapsam em um só "O que vou dizer? O que vou dizer? O que vou dizer?"
E então você passa reto. Não me vê. Sinto um alívio e também uma lijeira dor.
Definitivamente P ainda continua rimando com M.



Wednesday, May 30, 2012

One band


I can still remember when I first saw that peculiar music video. It seemed that I could have the same sensation even with my eyes closed, without seeing the scenes. 
The kid playing, the youth, the dolls whose heads were empty, the violence, the prejudice, the bible falling on the ground, the expectations which lead to frustration. Then it comes the beauty of sharing, of being equal just for being different. Yes, this music video says so much about myself, more precisely about the lack of so many things I couldn't have while kid. I wouldn't have space here to list all of them.
When I listen to their song it seems that they are singing for myself only. 
One funny guy wrote very artistically that the song was taking him away. He expressed exactly what I felt. Some others wrote once that their music sounds like drugs coming by the ears. I completely agree with that.
And it comes also the memories of when I came to know about the band: I used to feel so free at that time. It seemed that nothing would stop me from being myself.
I recomend Sigur Rós for everyone.


Monday, May 21, 2012

Ausência

E  me aconselharia tão bem quando eu estivesse sem norte!
Não saberia eu a profundidade do seu abraço, mas saberia que passara do nível da sinceridade. Poderia,  então, dormir em paz.
No seu estado de mais alto nervosismo apenas deixaria de sorrir. Não gritaria, não xingaria, não me seguraria. Não, não entraria no meu caminho. Eu cederia.
E programaríamos uma viajem, ainda que fosse a uma cidade vizinha, apenas para conhecer algo novo. E pensaria em algo novo. E a rotina jamais tomaria espaço.
E não nos preocuparíamos com o lugar, ou o conforto. Estaríamos apenas juntos. Então comeríamos, andaríamos de mãos dadas com a certeza de estarmos conectados. E o seu presente seria simples, e tão especial e tão meu, tão minha cara que eu o guardaria para sempre.
E o meu humor estaria livre, e os risos seriam os mais puros. Aprenderíamos a voar. Experimentaríamos!
Onde você deita agora? Com quem come? Quem é o ladrão dos seus risos? E que é feito da sua memória?  Qual a sua cor predileta?
Nada mudou. Nada muda. Consegue me entender?


Monday, April 30, 2012

Cajá

Tudo tão amargo, hoje. Um clima frio, uma chuva fina e o silêncio. 
Dirigindo de volta para casa não pude conter o nó na garganta. Há um clima de despedida que não dói menos que uma facada. E é amargo como um limão velho.
Senti saudades do tempo azedo. Sim, houve um longo tempo em que o relacionamento foi azedo. Como uma carambola ainda verde! Discussões, desrespeito, egoísmo e orgulho eram as pitadas que temperavam um engolível azedo.
Houve o tempo doce. Mas era doce e logo se acabou. Posso dizer que este partiu ao completar dois meses. Neste tempo a doçura superava tudo. Defeitos, vícios, infantilidade, todos sufocados pelo prazer de estar, apenas. Era um caqui bem maduro: era doce, macio e nos caia tão bem!
Então vim embora e o nó não desceu. Estourou em um gemido reprimido, até, e vi meu rosto molhado. Vi que o clima de despedida estava mais avançado em mim. Ainda há tanto amor, eu sei! Ou não sei. 
Difícil dar adeus às promessas e juras. Difícil ficar só com as memórias, ainda que remetam a tantos momentos ácidos. 
Mas hoje está amargo demais. 
Há um cajá na geladeira...


Monday, March 12, 2012

Quando a saudade bate (Julho de 2011)

Ah, como já é estranho ficar longe de você. Definitivamente o inverno foi feito para se estar junto!
Este ventinho frio de final de julho vem todo fresco empurrar o inverno, bem devagar. Daí se você não está eu fico imaginando quando dormimos abraçadinhos. Lembro do arrepio que dá quando o cobertor descobre ligeiramente alguma parte do corpo. Então a gente funga escondendo o fucinho em alguma fresta entre o pescoço do outro e o colchão, até sufocar e então buscar ar fora do cobertor novamente.
Amo você. E é de verdade, e é tanto que não espero que diga o mesmo. Porque eu quero você enquanto se sente bem, enquanto está livre.
Quanto tempo perdi com a cabeça mergulhada no chão como um avestruz tentendo se esconder!
Quero você agora!

Thursday, March 8, 2012

Perdido

"Há algo que jamais se esclareceu
Onde foi exatamente que larguei
Naquele dia mesmo
O leão que sempre cavalguei"
(Trecho de "Inverno" de A. Calcanhotto)



Onde estaria o ser de antes? Quando ele deixou de sê-lo? Por que deixou de sê-lo?

Quando se deu que ele não mais ERA sozinho e, assim sendo, virou metade?

Onde estão as máquinas que medem a felicidade? Onde estão as cartomantes exatas e infalíveis?
As equações da física não conseguem traçar esta trajetória? Para onde vais? O que te espera?
Porque hoje o coração palpita forte, como daquela vez, quando criança, em que viste a tua amada vizinha com seu namorado?
Porque quem afirmava não ser ciumento agora se afoga neste veneno e grita por socorro? E porque agora o cérebro dantes tão racional não consegue resolver as próprias questões?
Sentes fraco, sem direção. Nomeada a felicidade mas ela não mais  te traz sorrisos.
Voltaste a escrever. Sabes que este é sinônimo de névoa e caos. 

Resgata o resquício de racionalidade e estabelece teu prazo.


Tuesday, March 6, 2012

Redes Sociais e Relacionamentos

Redes sociais e o quanto elas contribuem para os relacionamentos: nada. Ter redes sociais e saber as senhas alheias é um perigo enorme, principalmente a longo prazo. As crises de ciúmes por pequenas coisas se acumulam e causam desgaste. Pensa-se no detalhe que o outro escondeu quando o mesmo exigia exatamente na mesma proporção que você. Pensa-se no que findariam as aproximações caso não se interviesse no começo. Suspeitas e sequências de "se isso", de "se aquilo" tiram o sono ao deitar e levam embora um sorriso original quando vêm à tona.
Obviamente a preocupação é acentuada para o caso do ciumento duentil: tira-lhe o sono de uma noite inteira, leva-lhe sorrisos de uma semana inteira e vem com um pacote de brigas que ora ou outra vão findar o relacionamento. Numa ânsia cega para se encontrar o que ainda não sabe destrincham-se coisas passadas, e problemas já discutidos vêm à mesa mais uma vez.
Apagar o perfil não é solução. Ainda mais quando se têm entes queridos como amigos de infância, parentes distantes ou contatos proficionais importantes. Resta ser humano, usar o cérebro para corrigir o ciúmes e a sequência que ele traz. E dada a dificuldade da auto-avaliação um acompanhamento psicológico se faz muito útil.



Wednesday, February 15, 2012

Quando

E com que frequência os eventos acontecem? Se a taxa fosse alta e fixa por certo as pessoas ousariam mais. Como consequência a chance de uma acertiva também seria maior.
A implicância destas coisas nas escolhas é direta. E é direta também nos valores. Já não seria mais preciso optar pelo desgaste de apostar no que, de cara, não daria certo.
É covarde sabotar o andar da carruagem. Mas o amor por si só não é suficiente. Não, não é! Talvez o contrário fosse: não houvesse amor, mas o sincronismo pleno do resto.
O que prende as pessoas quando tudo está errado? Egoismo por ter que deixar tudo que outrora fora teu? Egoismo, egoismo! Quando que deixar o outro ir se tornou uma tarefa difícil? O que a idade trouxe ao coração que fora um dia tão convicto?
Venceste o medo de amar. Agora és escravo. És como os outros.


Monday, February 6, 2012

Imprecise

That strange sensation is coming out again. 
I am always afraid of writing in here because this is a very strong symptom that things are doing wrong.
Sometimes I feel that something inside of me is broken. Looking back makes it easy to recognize: 2012 did not start well. 
I did bad things and bad things were done to me as well. Now I just don't seem to recover from all those discussions, fights and bad words. Sometimes I wish I could be alone without carrying for whoever it could be...
Would just love someone be enough to stay together? I do doubt it. Difference in the age, in lifestyle, in emotions and friend's circles are equally important, I am sure.
I might find a way to go out of it. Any idea?