Wednesday, August 29, 2012

Quarta-feira

É. E por outro lado esta quarta-feira me tirou os olhos e a língua. Um tanto triste porque furtaram o meu carro. Era um velho corsa weagon, mas era tão meu! E a quarta veio depois de uma terça tão maravilhosa! Teve mesmo o destino que balancear as coisas?
Mas o que mais me aperreia está além da matéria. Depois de um ano travado, sinto que não sei mais sobre a dança do acasalamento, ou da sedução.
Sinto-me mole e antiquado. Rolou uma paquera que eu poderia até julgar natural. Uma tia de alguém houve de me ajeitar um lado. Cheia de boas intenções ela e felizmente pude comprová-lo eu mesmo. E agora olho o celular freneticamente para ver se um torpedo do dito cujo chegou. Depois de celebrar um torpedo novo vem a luta para escolher as palavras certas. Ah, sim! Porque se eu escrever exatamente como eu me sinto eu vou espantar a pessoa para bem longe. Take it easy, take it easy!
E é sempre a mesma coisa, não suporto mais. Um primeiro dia de empolgação e depois as vozes se tornam murchas e vão ficando mais murchas até entendermos no ar que ficar não funciona mais.
O amor que procuro não é o de Afrodite.


Saturday, August 11, 2012

E entões

E então eu reviso todas as palavras. E as frases inteiras também para não parecer nada demais: nada sutil demais, nada normal demais, nada exagerado. 
E então fico olhando o celular para ver se sua próxima mensagem vai me dar uma abertura para eu fazer parte do seu mundo.
E ver você jogando vôlei me remeteu automaticamente para novembro de 2009. Lembro do sorvete. Daquele conhecido meu que ficava falando. Da vontade de ver você no outro dia. E no outro dia ver de novo. 
Daí um frio daqueles de montanha russa desce do pescoço ao umbigo e meus pensamentos todos se colapsam em um só "O que vou dizer? O que vou dizer? O que vou dizer?"
E então você passa reto. Não me vê. Sinto um alívio e também uma lijeira dor.
Definitivamente P ainda continua rimando com M.