Monday, March 12, 2012

Quando a saudade bate (Julho de 2011)

Ah, como já é estranho ficar longe de você. Definitivamente o inverno foi feito para se estar junto!
Este ventinho frio de final de julho vem todo fresco empurrar o inverno, bem devagar. Daí se você não está eu fico imaginando quando dormimos abraçadinhos. Lembro do arrepio que dá quando o cobertor descobre ligeiramente alguma parte do corpo. Então a gente funga escondendo o fucinho em alguma fresta entre o pescoço do outro e o colchão, até sufocar e então buscar ar fora do cobertor novamente.
Amo você. E é de verdade, e é tanto que não espero que diga o mesmo. Porque eu quero você enquanto se sente bem, enquanto está livre.
Quanto tempo perdi com a cabeça mergulhada no chão como um avestruz tentendo se esconder!
Quero você agora!

Thursday, March 8, 2012

Perdido

"Há algo que jamais se esclareceu
Onde foi exatamente que larguei
Naquele dia mesmo
O leão que sempre cavalguei"
(Trecho de "Inverno" de A. Calcanhotto)



Onde estaria o ser de antes? Quando ele deixou de sê-lo? Por que deixou de sê-lo?

Quando se deu que ele não mais ERA sozinho e, assim sendo, virou metade?

Onde estão as máquinas que medem a felicidade? Onde estão as cartomantes exatas e infalíveis?
As equações da física não conseguem traçar esta trajetória? Para onde vais? O que te espera?
Porque hoje o coração palpita forte, como daquela vez, quando criança, em que viste a tua amada vizinha com seu namorado?
Porque quem afirmava não ser ciumento agora se afoga neste veneno e grita por socorro? E porque agora o cérebro dantes tão racional não consegue resolver as próprias questões?
Sentes fraco, sem direção. Nomeada a felicidade mas ela não mais  te traz sorrisos.
Voltaste a escrever. Sabes que este é sinônimo de névoa e caos. 

Resgata o resquício de racionalidade e estabelece teu prazo.


Tuesday, March 6, 2012

Redes Sociais e Relacionamentos

Redes sociais e o quanto elas contribuem para os relacionamentos: nada. Ter redes sociais e saber as senhas alheias é um perigo enorme, principalmente a longo prazo. As crises de ciúmes por pequenas coisas se acumulam e causam desgaste. Pensa-se no detalhe que o outro escondeu quando o mesmo exigia exatamente na mesma proporção que você. Pensa-se no que findariam as aproximações caso não se interviesse no começo. Suspeitas e sequências de "se isso", de "se aquilo" tiram o sono ao deitar e levam embora um sorriso original quando vêm à tona.
Obviamente a preocupação é acentuada para o caso do ciumento duentil: tira-lhe o sono de uma noite inteira, leva-lhe sorrisos de uma semana inteira e vem com um pacote de brigas que ora ou outra vão findar o relacionamento. Numa ânsia cega para se encontrar o que ainda não sabe destrincham-se coisas passadas, e problemas já discutidos vêm à mesa mais uma vez.
Apagar o perfil não é solução. Ainda mais quando se têm entes queridos como amigos de infância, parentes distantes ou contatos proficionais importantes. Resta ser humano, usar o cérebro para corrigir o ciúmes e a sequência que ele traz. E dada a dificuldade da auto-avaliação um acompanhamento psicológico se faz muito útil.