Tuesday, May 10, 2011

Tempo errado

A vida é por si só um desencontro.
E que dura uma vida inteira. 


Existem os que se iludem e acham a vida autêntica. Desses que eu sinto inveja.
Sabe qual a diferença entre um M e um T? Um tempo errado. 
Entre um A e outra letra qualquer: um tempo errado. 
Entre uma letra qualquer e outra letra qualquer: um tempo errado.



Thursday, May 5, 2011

Jelousy (C. Lowe, N. Tennant)

At dead of night, when strangers roam
The streets in search of anyone 
who'll take them home
I lie alone, the clock strikes three
And anyone who wanted to could contact me
At dead of night, 'till break of day
Endless thoughts and questions keep me awake
It's much too late
Where've you been?
Who've you seen?
You didn't phone when you said you would!
Do you lie?
Do you try
To keep in touch? You know you could
I've tried to see your point of view
But could not hear or see
For jealousy
I never knew time pass so slow
I wish I'd never met you, or that 
I could bear to let you go
At dead of night, 'till break of day
Endless thoughts and questions keep me awake
It's much too late
Where've you been?
Who've you seen?
You didn't phone when you said you would!
Do you lie?
Do you try
To keep in touch?  You know you could
I've tried to see your point of view
But could not hear or see
For jealousy
Where've you been?
Who've you seen?
You didn't phone when you said you would!
Do you lie?
Do you try
To keep in touch?  You know you could
I've tried to see your point of view
But could not hear or see
For jealousy
Where've you been?
Who've you seen?
You didn't phone when you said you would!
Do you lie?
Do you try
To keep in touch?  You know you could
I've tried to see your point of view
But could not hear or see
For jealousy
Where've you been?
Who've you seen?
You didn't phone when you said you would!
Do you lie?
Do you try
To keep in touch?  You know you could
I've tried to see your point of view
But could not hear or see
For jealousy
I never knew 'til I met you

Wednesday, May 4, 2011

Último

Quero-te tanto que chega a ser perigoso.
Está resolvido agora? Não ficaremos juntos?
Se estou satisfeito? Não ousa me fazer esta pergunta!
Há tempos estou no dilema entre arriscar e correr o risco de não dar certo, e não arriscar e me arrepender amargamente.
Não havia me decidido, eu juro, mas o tempo já havia falado que na ausência da decisão ele mesmo resolveria as coisas. Ele parece ter resolvido agora. Terá sido melhor assim?
Estou engasgado! Como vou reagir quando te vir passar na rua? Como vou reagir quando te vir aos risos com outro alguém? O que vais sentir quando for o contrário?
Ah! O que está errado?
Por que achas que minha posição é tão fácil? Não posso abandonar como se fosse uma garrafa vazia quem esteve do meu lado durante toda a tempestade. Não me julga, então!
Sei que estás insatisfeito com o que há. Coloca-te no meu lugar.
Mas ainda pertenço a ti. Vou pertecer até o tempo novamente intervir.

Este também é teu.
É o derradeiro teu.
É o meu último.

Tuesday, May 3, 2011

Carta

Ela sempre diz que você é uma boa pessoa e eu também acho isso, definitivamente.

Entenda que mesmo que se eu decidisse ficar com ele isso não ia durar nada.

Nada mesmo por que somos muito diferentes.
Ele é infantil demais com umas coisas e muito ativo, no sentido de não ficar quieto, circular demais com amigos e tal.

Eu não conseguiria acompanhá-lo e não toleraria muito.

Com você é diferente, você é velho babão como eu em um monte de coisas, rola tesão entre a gente.

Não temos outra coisa senão ficarmos juntos.
Amanhã você poderá se apaixonar por alguém aí.

Eu poderei tomar outros rumos também.

Mas podemos também ficar juntos e isso é o que eu quero agora.

É o que você também quer agora.

Então a gente planeja ficar junto hoje, e planeja amanhã.
Amanhã a gente planeja depois de amanhã.
E planejamos um casamento pra ir, uma festa legal pra ir, um bar, um espetinho, um sexo nervoso, um passeio qualquer.

E nisso já estamos juntos...

Monday, May 2, 2011

João de Barro

Foi-se porque era João
Foi-se porque era de barro
Pergunto-me quando que realmente fomos um do outro
Ou por quanto tempo achamos que fomos

A constante ida e volta de sentimentos confusos
Acabou por estragar o afeto que um dia haveria
Venta agora e eu me sinto vazio
Há pouco eras a única coisa a me preencher

Há mais além do vazio, eu sei
Porém estou cego demais para discerni-lo

O que queres de mim se és barro?
O que quero de ti sendo eu pedra?
Esta paixão é vadia e talvez só minha
Fomos traídos pelo corpo, tu sabes

Agora eu procuro a música mais triste
Procuro a memória mais profunda que te conecte a mim
É tênue

Como pode ser parecer sempre te amar
Quando ontem nunca te amaria?
Posso falar de amor quando batizamos tudo de amizade?

Não há barro, não há mais pedra
Não há rima e não há sincronia
E o tempo outra vez errou