Wednesday, October 23, 2013

Since you've gone

Last night I dreamed about you. That kind of strange dreams.
My father bought a gas station and we were trying to get rid of some mess.
There were lots of streets with no pavimentation and because of that there were dust everywhere.
In one of those streets there were this old hut with some pictures of you. In most of them you were smiling. It seemed you were in a party...
And it brought a branch of memories I kept hidden for so long. Love went away a while ago. There is just this emptyness that sufocates me once in a while.
Wish so many things.
We used to get wasted from so much conversation. We were so many things together.
Would I dare myself to get to investigate that very situation in which you went away?
I feel that there will be always an empty spot inside. That was yours. And it won't be nobody else's.
Haven't done anything today.

Tuesday, September 3, 2013

A lacuna

Paro, penso, avalio, conto os anos e meço o avanço.
Continuo parado.
Penso nos caminhos que nunca existiram e que sinto saudades.
Avalio a lacuna do tanto feito e que de nada serviu.
Conto os anos e pondero cada um com o peso do vazio.
Meço o avanço. Que avanço? Haveria um, sequer, para carecer medida?

Depois observo os carros pequenos e caros, e que todos têm. Observo a demanda do sucesso, medido apenas em aspectos econômicos. Na grande cidade a felididade é o reflexo dos bens.
Na cidade pequena é o comodismo com o mínimo.

Então eu fujo para bem longe. Vou para o Norte. Bem onde ainda existe um resquício de simplicidade. Onde as pessoas não cobram o seu sucesso nem o comparam com escalas ultra-desonestas. Elas sorriem, riem de algumas desgraças, choram com outras, vivem e morrem.

Paro, penso, avalio, conto os anos por vir e meço o remanescente, já em desespero.
Tudo está por ser deixado: pessoas e objetos. Aos que ficam sobrará a minha lacuna.

Thursday, August 15, 2013

Livrar-se

Aquela sensação de querer se livrar de tantas pessoas que não cabe nem contar!
Aquele olhar que passa e suga todo o ânimo que se sustentaria por uma tarde inteira. Agora a tarde é estranha, vaga e sem brilho, enquanto sua mente tenta calcular como o tal olhar fez seu julgamento.
Uma neurose, uma sequência de incidentes ou uma semana atarefada? Ou todos?
Mas ainda é quinta-feira. A semana ainda não houve. 
E quando alguns anos que, em forma de pessoa, passam na sua frente com o almoço na mão, completamente inerte ao peso que carrega sua memória? Como relembraria o que houve? Pensaria nisso, pelo menos? Como tudo se deu? Explique, por favor!
Juntar as coisas. Poucas coisas. O necessário. E então ir. Ir para o novo. No mais puro sentido. Desbravar. Deixar o velho. Apagar a memória. Reconstruir.

E nunca mais ser.




Monday, May 20, 2013

Missed you...

Yesterday I missed you bad. I had to hold it strong for a friend of mine were close and I did not want him to recognize how those memories still affect me. Yet I could not hold my eyes from some reddish tone.

Yesterday I missed you bad. But this time was different, amazingly different I can say. I remembered you because I was happy. Suddenly your smile came to my mind, that way it used to be: simply the most sincere, the purest, the most comfortable one ever! Your smile used to be physical. Yes, it was a real as blood and stone, I don't know.

Yesterday I missed you bad. Something more peculiar brought you to my place. I was unpacking my bag and trying to recognize the peaces of clothes I had already worn. I had no way to do so but smelling them. 
Do you remember? You used to smell my clothes to check whether they were dirty or not. I used to feel ashamed but proud for you liked me so much that you did not disgust me in any way.
Actually you used to smell every thing in front of your nose!(laughs!)

Yesterday I missed you bad.

Sunday, May 5, 2013

Alguns pontos

Ok, vamos falar um pouco de fatos. Se você gostasse dela:

  • teria iserido-a mais na sua vida, num mínimo grau que fosse;
  • importar-se-ia de ela sair sozinha num dia em que marcaram e você mesmo desistiu. Foi indiferente, ela se sentiu sem importância, naturalmente. Saiu, mas manteve-se íntegra.
  • não ligaria para saber onde ela estava, para poder sair sem rastro. Foi surpreendido e ficou muito sem-graça, não foi?
  • não teria pequenas mentiras para serem desmascaradas no cotidiano por deslises seus;
  • passaria segurança no olhar quando questionado dos seus sentimentos, não era obrigado a sentir nada: ela só queria sinceridade;
  • no prazo de 6 semanas teriam dormido juntos pelo menos uma vez. Ela não fala de sexo, fala de dormir junto;
  • não teria procurado diversão no primeiro desequilíbrio da relação: falta de caráter.
  • não fugiria dela: tem o rabo preso.

Friday, April 5, 2013

Gaita Escocesa

Dois posts no mesmo dia, José? Algo atordoa você? O que será?
Posso chutar algumas coisas?
Medo de tomar decisões erradas? Angústia de não conseguir calar as perguntas? As vozes são intermitentes, vindas de bocas abertas e estão na sua cabeça. Não adianta tampar os ouvidos. Elas já estão dentro.
Quer antecipar-se ao ridículo? Ora, meu rapaz! Estamos falando de seres humanos. Você passou 28 anos observando comportamentos. Sabe bem definir o que é volátil agora. Não consegue se desgarrar?
Vou escrever umas palavras, pegue algumas delas e monte o quebra-cabeça: mimo, grana, egocentrismo, volatilidade, rotatividade, facilidade, falsidade, discimulação, projeção, insegurança, exposição, arrependimento, forçamento, segredo, passado, ambiente, amigos, drama, desatenção, indelicadeza, desânimo, desejo, ausência, contato.
Ah, sim. Algumas delas (poucas), sabemos, montam o seu quebra-cabeça.
Medo de escrever no imperativo e transformar o blog num cone de auto-ajuda? 
Ora, para quem são as perguntas, então? Isso tudo já é apelativo! É apelo seu, e para você!
Merda, José! Precisa resolver as merdas!
É hora de fugir de tudo, meu caro. Sua cara virou a mais pura definição de o que é saturado! 
Ah, e essa gaita escocesa! Essa gaita escocesa!



The Word

Got to learn that word is commitment. You cannot have anything but word. When you say something the one listening might thing it is true! This is commitment my chap!
Got to learn that people is always projecting themselves somehow which means that their fear is the one thing you must take into account.
Got to learn that there is a thin transition between what is respect and what is not. Thus a fucking little force can make one changes its side.
Got to learn that no matter how much one affirms to be something, the environment will tell exactly who that one really is.
Got to learn that turning the back sometimes is much worth than embracing.
Got to learn that being sincere can cause regret but yet it keeps the integrity.

Oh Jeez! What's integrity for?


Monday, April 1, 2013

O humilde

Ser chamado de humilde é ser chamado de um leque de palavras: idiota, babaca, palhaço, sonso e sinônimos que seguem. Nem sempre essas más, mas desta última vez foi.
A palavra bateu como um bloco de concreto na cara. A dor foi/é direta e enrubesceu/enrubresce o rosto. Seguem depois os sentimentos de vergonha, frustração, de ser desvalorizado e humilhado, de ter sido desnecessário, de ter cedido e sacrificado em vão. Autopiedade é horrível! Não sou obrigado!
Não, não! Não é problema de quem disse, de quem alertou. É o peso da verdade que a informação traz.
Impor-se! Impor-se! Impor-se! Quando se impor?
As pessoas não medem nem um pouco na hora de se impor. Quando impõem-se elas modificam o seu espaço individual drasticamente. E você se vê humilde (idiota) por dois motivos: porque fingiu não se incomodar quando outro se impôs e porque não se impôs antes. Deixa o alheio no conforto explêndido enquanto senta em pregos.

E bate uma saudade daquela gargalhada. Dá de novo aquele nó na garganta e a memória vem fresca, com cheiro, alta definição e bom som. Porque todas as cores estavam naquele sorriso!
Não quero me tornar obsecado e idealizar o que passou. Mas poxa vida! Que buraco que ficou!


Thursday, March 14, 2013

A melhor parte

Por um acaso, não tão acaso assim, apareceu-me. Procurava mas não esperava e, por isso, não deixou de ser surpresa.
O que descrevi no começo como um raio de desequilíbrio a perturbar a correria do dia-a-dia parece completá-la agora. Torna-se uma peça-chave, que deixa o quebra-cabeça robusto mas ainda não pronto.
Desdenho um pouco e evito transparência demais. Ou doso a própria opacidade de acordo com o que é possível enxergar. É uma medida de equilíbrio entre a segurança e a insegurança que me permite avançar.
É a melhor parte.
As lâminas dão devido contorno a tudo que não é afetivo: investir nos fetiches é ao mesmo tempo se encontrar.
"Não procure se definir demais: não se torne cárcere das suas próprias definições". Fazendo jus tentei ser mais fluido, abri mão da cor e do esteriótipo massificado, busquei o sorriso ao invés das referências - uma aposta perigosa. Agora caminho lado a lado com a autoestima; não muito alta por sinal. É que sintonia pesa mais agora.
Controlo as expectativas enquanto posso, mas torcendo para me perder. É a melhor parte.







Tuesday, February 26, 2013

É

O tempo é o de não perceber quando os amigos de outrora trocaram de carro, ou quando mudaram de emprego, ou quando chegaram de uma viagem importante.
O tempo é o de não se aproximar demais, mas também de se contradizer e de vacilar.
O tempo é de se recolher um pouco mais, de se concentrar para expulsar o que incomoda. De repetir alguns erros mas numa outra perspectiva.
O tempo é de mudar de lugar, estabelecer novos vínculos e resignificar a amizade: um conceito há tempos perdido, esquecido, desbotado e velho embora desejado.
É tempo de ter menos esperança visto que o mais sublime amor acaba: o da amizade. Os outros nem merecem espaço.
É tempo de planos para ontem, para a estação que vai chegar, ou para no máximo duas. 
É tempo de avaliar a confiança que lhe é depositada para redesenhar a que deposita, baixar um grau nos laços, revisitar os ecos que ainda gritam últimas sílabas e torná-las palavras inteiras.
Tempo para o que é genuíno e transparente. O que é novo é também incerto.