Friday, April 5, 2013

Gaita Escocesa

Dois posts no mesmo dia, José? Algo atordoa você? O que será?
Posso chutar algumas coisas?
Medo de tomar decisões erradas? Angústia de não conseguir calar as perguntas? As vozes são intermitentes, vindas de bocas abertas e estão na sua cabeça. Não adianta tampar os ouvidos. Elas já estão dentro.
Quer antecipar-se ao ridículo? Ora, meu rapaz! Estamos falando de seres humanos. Você passou 28 anos observando comportamentos. Sabe bem definir o que é volátil agora. Não consegue se desgarrar?
Vou escrever umas palavras, pegue algumas delas e monte o quebra-cabeça: mimo, grana, egocentrismo, volatilidade, rotatividade, facilidade, falsidade, discimulação, projeção, insegurança, exposição, arrependimento, forçamento, segredo, passado, ambiente, amigos, drama, desatenção, indelicadeza, desânimo, desejo, ausência, contato.
Ah, sim. Algumas delas (poucas), sabemos, montam o seu quebra-cabeça.
Medo de escrever no imperativo e transformar o blog num cone de auto-ajuda? 
Ora, para quem são as perguntas, então? Isso tudo já é apelativo! É apelo seu, e para você!
Merda, José! Precisa resolver as merdas!
É hora de fugir de tudo, meu caro. Sua cara virou a mais pura definição de o que é saturado! 
Ah, e essa gaita escocesa! Essa gaita escocesa!



The Word

Got to learn that word is commitment. You cannot have anything but word. When you say something the one listening might thing it is true! This is commitment my chap!
Got to learn that people is always projecting themselves somehow which means that their fear is the one thing you must take into account.
Got to learn that there is a thin transition between what is respect and what is not. Thus a fucking little force can make one changes its side.
Got to learn that no matter how much one affirms to be something, the environment will tell exactly who that one really is.
Got to learn that turning the back sometimes is much worth than embracing.
Got to learn that being sincere can cause regret but yet it keeps the integrity.

Oh Jeez! What's integrity for?


Monday, April 1, 2013

O humilde

Ser chamado de humilde é ser chamado de um leque de palavras: idiota, babaca, palhaço, sonso e sinônimos que seguem. Nem sempre essas más, mas desta última vez foi.
A palavra bateu como um bloco de concreto na cara. A dor foi/é direta e enrubesceu/enrubresce o rosto. Seguem depois os sentimentos de vergonha, frustração, de ser desvalorizado e humilhado, de ter sido desnecessário, de ter cedido e sacrificado em vão. Autopiedade é horrível! Não sou obrigado!
Não, não! Não é problema de quem disse, de quem alertou. É o peso da verdade que a informação traz.
Impor-se! Impor-se! Impor-se! Quando se impor?
As pessoas não medem nem um pouco na hora de se impor. Quando impõem-se elas modificam o seu espaço individual drasticamente. E você se vê humilde (idiota) por dois motivos: porque fingiu não se incomodar quando outro se impôs e porque não se impôs antes. Deixa o alheio no conforto explêndido enquanto senta em pregos.

E bate uma saudade daquela gargalhada. Dá de novo aquele nó na garganta e a memória vem fresca, com cheiro, alta definição e bom som. Porque todas as cores estavam naquele sorriso!
Não quero me tornar obsecado e idealizar o que passou. Mas poxa vida! Que buraco que ficou!