"Há algo que jamais se esclareceu
Onde foi exatamente que larguei
Naquele dia mesmo
O leão que sempre cavalguei"
(Trecho de "Inverno" de A. Calcanhotto)
Onde foi exatamente que larguei
Naquele dia mesmo
O leão que sempre cavalguei"
(Trecho de "Inverno" de A. Calcanhotto)
Onde estaria o ser de antes? Quando ele deixou de sê-lo? Por que deixou de sê-lo?
Quando se deu que ele não mais ERA sozinho e, assim sendo, virou metade?
Onde estão as máquinas que medem a felicidade? Onde estão as cartomantes exatas e infalíveis?
As equações da física não conseguem traçar esta trajetória? Para onde vais? O que te espera?
Porque hoje o coração palpita forte, como daquela vez, quando criança, em que viste a tua amada vizinha com seu namorado?
Porque quem afirmava não ser ciumento agora se afoga neste veneno e grita por socorro? E porque agora o cérebro dantes tão racional não consegue resolver as próprias questões?
Sentes fraco, sem direção. Nomeada a felicidade mas ela não mais te traz sorrisos.
Voltaste a escrever. Sabes que este é sinônimo de névoa e caos.
Resgata o resquício de racionalidade e estabelece teu prazo.
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