E então eu reviso todas as palavras. E as frases inteiras também para não parecer nada demais: nada sutil demais, nada normal demais, nada exagerado.
E então fico olhando o celular para ver se sua próxima mensagem vai me dar uma abertura para eu fazer parte do seu mundo.
E ver você jogando vôlei me remeteu automaticamente para novembro de 2009. Lembro do sorvete. Daquele conhecido meu que ficava falando. Da vontade de ver você no outro dia. E no outro dia ver de novo.
Daí um frio daqueles de montanha russa desce do pescoço ao umbigo e meus pensamentos todos se colapsam em um só "O que vou dizer? O que vou dizer? O que vou dizer?"
E então você passa reto. Não me vê. Sinto um alívio e também uma lijeira dor.
Definitivamente P ainda continua rimando com M.

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