Monday, April 1, 2013

O humilde

Ser chamado de humilde é ser chamado de um leque de palavras: idiota, babaca, palhaço, sonso e sinônimos que seguem. Nem sempre essas más, mas desta última vez foi.
A palavra bateu como um bloco de concreto na cara. A dor foi/é direta e enrubesceu/enrubresce o rosto. Seguem depois os sentimentos de vergonha, frustração, de ser desvalorizado e humilhado, de ter sido desnecessário, de ter cedido e sacrificado em vão. Autopiedade é horrível! Não sou obrigado!
Não, não! Não é problema de quem disse, de quem alertou. É o peso da verdade que a informação traz.
Impor-se! Impor-se! Impor-se! Quando se impor?
As pessoas não medem nem um pouco na hora de se impor. Quando impõem-se elas modificam o seu espaço individual drasticamente. E você se vê humilde (idiota) por dois motivos: porque fingiu não se incomodar quando outro se impôs e porque não se impôs antes. Deixa o alheio no conforto explêndido enquanto senta em pregos.

E bate uma saudade daquela gargalhada. Dá de novo aquele nó na garganta e a memória vem fresca, com cheiro, alta definição e bom som. Porque todas as cores estavam naquele sorriso!
Não quero me tornar obsecado e idealizar o que passou. Mas poxa vida! Que buraco que ficou!


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