Monday, April 11, 2011

Máximo

Estagnado na décima letra eu aguço os sentidos
Procuro o cheiro, mesmo o do passado
Procuro o gosto, mesmo que do passado
Sim, provo o já provado e procuro o remanescente
O que haveria sobrado?
É estranho.

Observo o futuro, surgem as expectativas; são assassinadas
Observo o passado, evidencio erros; mas são inconsertáveis

Usei a voz passiva para te esconder o dono do verbo
Mas o verbo estava a me acusar
A acusação a me deixar exposto
E a exposição a me fazer recolher.

A pele virou escudo, mas os poros...
Mas os poros estão tão abertos que a fazem transparente
Vem me ver então!

E o que esconde dentro não vai assustar, prometo!
Chega perto que eu me aproximo de ti também
Deixe que eu seja aquilo que mais escondo
Invento mais um sentido se for preciso
São só sete letras que separam o meu do teu!

Sim
Sim
Sim
Tudo é muito estranho e confuso
E este é teu
O remanescente é teu
É o meu máximo.

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