E me aconselharia tão bem quando eu estivesse sem norte!
Não saberia eu a profundidade do seu abraço, mas saberia que passara do nível da sinceridade. Poderia, então, dormir em paz.
No seu estado de mais alto nervosismo apenas deixaria de sorrir. Não gritaria, não xingaria, não me seguraria. Não, não entraria no meu caminho. Eu cederia.
E programaríamos uma viajem, ainda que fosse a uma cidade vizinha, apenas para conhecer algo novo. E pensaria em algo novo. E a rotina jamais tomaria espaço.
E não nos preocuparíamos com o lugar, ou o conforto. Estaríamos apenas juntos. Então comeríamos, andaríamos de mãos dadas com a certeza de estarmos conectados. E o seu presente seria simples, e tão especial e tão meu, tão minha cara que eu o guardaria para sempre.
E o meu humor estaria livre, e os risos seriam os mais puros. Aprenderíamos a voar. Experimentaríamos!
Onde você deita agora? Com quem come? Quem é o ladrão dos seus risos? E que é feito da sua memória? Qual a sua cor predileta?
Nada mudou. Nada muda. Consegue me entender?
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