Estar apaixonado aborrece João.
Zé é indiferença. Zé é normal. Zé é não estar apaixonado.
João é procura. João é normal. João é estar apaixonado.
João é cobrar o que Zé não pode dar. Zé é se aborrecer por lhe ser cobrado algo que não existe. Mas João não cobra, espera. Cobrar é notificar o esperar. Então esperar não é cobrar. João sabe que é simples, mas não consegue entender.
E João se aborrece. E Zé outra vez desaparece.
João é estar ciente de que Zé não responde. Zé é não corresponder. Mas João é não saber controlar.
João é estar cansado de pensar. Zé é ser inerte.
João enjoado de estar apaixonado. Zé inerte.
João não quer mais pensar por um bom tempo nisso. Não, só hoje.
Zé está lá. Zé é ego inflado. João é balão estourado.
João quer coisas novas. Zé quer outras coisas. João quer. Mas Zé...
João não encontra Zé. Nem numa oração profunda. Nem numa frase sequer.
E vai até acabar. Até se acabar João. Até acabar Zé.
No comments:
Post a Comment